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Instagram e saúde mental: o impacto da autoestima e das comparações sociais
As redes sociais, e em particular o Instagram, ocupam um lugar central no quotidiano dos jovens adultos. No entanto, o seu uso intensivo levanta questões sobre os seus efeitos psicológicos. Um estudo recente revela que alguns mecanismos ligados a esta plataforma podem prejudicar o bem-estar mental, nomeadamente em quem a autoestima depende fortemente das reações dos outros.
A autoestima condicional, ou seja, o facto de ligar o seu valor pessoal a elementos externos como os “likes” ou os comentários, desempenha um papel fundamental. As pessoas que baseiam a sua confiança em si mesmas na aprovação recebida no Instagram mostram sinais aumentados de stress, ansiedade e depressão. Este fenómeno explica-se por uma maior sensibilidade aos retornos sociais, sejam eles positivos ou negativos. Por exemplo, a falta de reações a uma publicação pode provocar uma queda de moral, enquanto uma abundância de “likes” pode reforçar temporariamente a confiança.
Outro fator agravante é a tendência para se comparar com os outros, sobretudo de forma ascendente, ou seja, observando pessoas percebidas como mais bem-sucedidas ou mais felizes. O Instagram, com as suas imagens cuidadosamente selecionadas e muitas vezes idealizadas, favorece este tipo de comparação. Os utilizadores que adotam frequentemente esta atitude sentem mais frequentemente um sentimento de inferioridade, inveja ou insatisfação, o que alimenta os sintomas depressivos e a ansiedade. O consumo passivo de conteúdo, como a rolagem interminável das publicações, amplifica ainda mais estes efeitos negativos.
As motivações que levam a usar o Instagram também influenciam o impacto na saúde mental. Aqueles que procuram, acima de tudo, romper a solidão ou criar ligações sociais podem ser mais vulneráveis. De facto, embora estas motivações possam parecer positivas, tornam os utilizadores mais atentos aos sinais de aceitação ou rejeição, o que reforça a importância da autoestima condicional. Da mesma forma, aqueles que utilizam a plataforma para escapar de emoções negativas, como o tédio ou o stress, correm o risco de cair num círculo vicioso. Ao procurar distrair-se, são expostos a conteúdos que, em vez de os acalmar, reavivam os seus sentimentos de insuficiência.
Os resultados do estudo mostram que estas dinâmicas não se limitam a um grupo específico. Afetam tanto estudantes como jovens profissionais, sugerindo que os riscos associados ao Instagram se estendem a uma grande parte da população jovem. Os investigadores também notaram que estes efeitos persistem mesmo tendo em conta o tempo gasto na aplicação, o que indica que a qualidade da utilização conta mais do que a quantidade.
Estas observações sublinham a importância de compreender como os traços psicológicos individuais interagem com as especificidades das redes sociais. Elas destacam a necessidade de intervenções direcionadas para ajudar os utilizadores a adotar comportamentos mais saudáveis online, como limitar as comparações sociais ou desenvolver uma autoestima menos dependente de validações externas.
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Références et sources
À propos de cette étude
DOI : https://doi.org/10.1007/s41347-026-00659-7
Titre : Instagram Use and Wellbeing: The Roles of Contingent Self-worth, Upward Social Comparison, and User Motives
Revue : Journal of Technology in Behavioral Science
Éditeur : Springer Science and Business Media LLC
Auteurs : Richard B. Lopez; Emma Moughan; Sophia Kouznetsov; Benjamin C. Nephew; Jean A. King; David S. Lee